terça-feira, janeiro 11, 2011

Em defesa dos Bacharelados interdisciplinares

Em defesa dos Bacharelados interdisciplinares

A chapa A UFRJ QUE O BRASIL PRECISA propõe a assunção do papel da UFRJ num projeto consistente de transformação social, cujo vir-a-ser é a mobilidade social baseada nas capacidades adquiridas e o rompimento do subdesenvolvimento nacional e latino americano. Os bacharelados interdisciplinares possuem dupla função num projeto deste porte: é o q permite a superação da dicotomia expansão-qualidade e a articulação entre a função da universidade na formação do cidadão e do agente/profissional.

O bacharelado interdisciplinar e o ciclo básico comum são propostas cuja discussão precisa avançar na universidade pública, pois sua contribuição para o desenvolvimento da consciência crítica e a vulgarização do conhecimento acadêmico permanece subestimada. Presentemente, percebe-se na ascensão social das camadas de renda historicamente excluídas na sociedade brasileira a preferência pelo diploma de nível superior. Contudo, esta preferência deve-se antes a uma busca por prestígio social que acompanhe o progresso financeiro familiar do que à efetiva consciência de seu impacto na evolução da sua renda.

E isto porque uma escolha racional orientada pela renda implicaria na admissão de que todo diploma de nível superior, mesmo em universidades particulares de qualidade duvidosa seria melhor que uma boa formação técnica, por exemplo. E o fato é que a maioria destes estudantes estão matriculados em cursos como administração e direito. Ora, dada a carência de profissionais de nível técnico, muitos dos que possuem formação profissionalizante possuem condições de receber ótimos salários, compatíveis com os de administradores em início de carreira e superiores aos pagos em muitos pequenos e médios negócios.

Não se quer discutir aqui possíveis benefícios desta decisão no incremento da atividade empreendedora embora seja discutível que a formação em administração em si seja suficiente para promovê-lo uma vez que a inovação tecnológica e a propriedade é a base na qual se sustenta o chamado “empreendedorismo vocacional”, o que nos leva a esperar que estudantes de níveis de renda média em universidades de qualidade duvidosa terão dificuldades para criar start ups promissoras, o que ainda se reforça por um aspecto de nossa cultura: a preferência por empregos em grandes empresas ou no serviço público ao risco pela atividade empreendedora que, em sua maior parte, deve-se à falta de alternativas e não a uma escolha autônoma.

Um curso interdisciplinar numa universidade pública, portanto, teria como função atender à expectativa por prestígio social e legitimaria o prosseguimento dos estudos em áreas técnicas ou de nível superior adequadas para a missão histórica da universidade. Demais, concentradas em disciplinas escolhidas para promover o desenvolvimento da consciência crítica e a vulgarização do conhecimento científico e a atividade intelectual, contribuiria para a civilidade e a cidadania em nossa sociedade e abriria caminho para especializações em áreas em que fosse possível articular a formação profissional e a militância pelo progresso social.

quarta-feira, junho 24, 2009

A vanguarda estudantil e a nossa Vontade

Walter Benjamin, em A vida dos estudantes, argumenta que o movimento estudantil precisa ser compreendido nas três dimensões do seu agir: a estamental(defesa de melhores condições de ensino e de vida para os estudantes, tais como moradia, alimentação, transporte, prédios, instalações), a política (defesa de liberdades públicas, contra ditaduras, contra decretos governamentais)e a cultural (liberdades individuais, como as de opção sexual ou de estilos de vida juvenis). Isto explicaria porque os estudantes não encerram sua participação na vida universitária e social na mera busca por uma qualificação profissional, organizando-se em centros acadêmicos, diretórios estudantis, partidos políticos, etc, revelando, em suas bandeiras, o desejo de sua geração.
No que se refere à greve dos estudantes da USP, percebe-se claramente que:
1. Se na geração de 1964 o objetivo era a promoção da diversidade, a busca por autonomia é a grande bandeira do movimento estudantil contemporâneo. Longe de significar a perda de relevância da busca pela igualdade com diversidade, buscar a autonomia demonstra que a atual geração estudantil traz consigo como Vontade a busca pela emancipação humana, onde poucos avanços tivemos por meio das políticas de governos e sistemas sociais herdados das gerações anteriores.
2. A autonomia vêm sendo buscada dentro de uma proposta democratizante e que reforça o papel do Estado na promoção do bem-estar social. Deste modo, o movimento estudantil denuncia a inadequação das propostas pretensamente liberais dos neoliberais, dentro das quais o Estado mínimo, a privatização, a desregulamentação e a globalização financeira eram apresentadas como supostos promotores do progresso social e indicativos do "fim da história".
3. A autonomia está sendo buscada no contexto do fortalecimento do Estado e do aprofundamento da democracia, de modo que a autonomia passa a ser entendida como uma condição para que as instituições públicas e, dentre elas, especialmente, a Universidade pública, tenham condições orçamentárias, de recursos e de planejamento para que possam agir enquanto promotoras do progresso social, dentro das suas respectivas áreas de competências .
4. Em termos práticos, isto significa que o momento histórico é oportuno para que os estudantes se unam em torno de uma causa necessária, suprapartidária e consensual: a redistribuição do poder decisório dentro da Universidade, acabando com o anacronismo dos conselhos universitários onde os estudantes têm capacidade marginal de afetar os rumos da Universidade.
5. Pode-se perceber que a diminuição do peso decisório dos docentes, respalda-se ainda na necessidade institucional de descobrir as Vontades reveladas pelo movimento estudantil por meio da geração que se apresenta ao dialogo e aos cuidados universitários. Agentes decisivos das transformações sociais vindouras, é preciso que a Universidade seja capaz de ouvir os seus estudantes, sob risco de perda de relevância. Os atuais conselhos passam muito longe de cumprir com esta função e este é o momento histórico para a sua transformação.
Todo apoio à greve dos estudantes da USP e à mudança dos conselhos universitários!

quarta-feira, junho 17, 2009

As mensagens tóxicas de Wall Street


Agência Carta Maior

Joseph Stiglitz - SinPermiso

Toda crise tem um fim, e ainda que hoje as coisas pareçam obscuras, esta crise econômica também passará. O certo em todo caso é que nenhuma crise, e muito menos uma tão grave como a atual vai-se sem deixar um legado. Um dos legados desta crise será uma batalha de alcance global em torno de idéias. Ou melhor, em torno de que tipo de sistema econômico será capaz de trazer o máximo de benefício para a maior quantidade de pessoas. Em lugar algum essa batalha é mais inflamada do que no chamado Terceiro Mundo. Algo como 80% da população mundial vive na Ásia, na América Latina e na África. Dentre esses, uns 1,4 bilhões subsistem com menos de 1,25 dólares por dia. Nos Estados Unidos, chamar alguém de socialista pode não ser mais que uma desqualificação exagerada. Em boa parte do mundo, contudo, a batalha entre capitalismo e socialismo – ou ao menos entre o que muitos estadunidenses consideram socialismo – segue na ordem do dia. É possível que a crise atual não tenha ganhadores. Mas sem dúvida produziu perdedores e, entre esses, os defensores do tipo de capitalismo praticado nos EUA ocupam lugar de destaque. No futuro, de fato, viveremos as consequências dessa constatação.
A queda do Muro de Berlim em 1989 marcou o fim do comunismo como uma idéia viável. Certamente, o comunismo se arrastava com problemas manifestos há décadas. Porém, depois de 1989 tornou-se muito difícil sair em sua defesa de maneira convincente. Durante um certo período parecia que a derrota do comunismo supunha a vitória segura do capitalismo, particularmente do capitalismo de tipo estadunidense. Francis Fukuyama chegou a proclamar “o fim da história”, definiu o capitalismo de mercado democrático como a última etapa de desenvolvimento social e declarou que a humanidade toda avançaria nessa direção. A rigor, os historiadores registrarão os 20 anos seguintes a 1989 como o breve período do triunfalismo estadunidense. O colapso dos grandes bancos e das entidades financeiras, o descontrole econômico subsequente e terminou com as tentativas caóticas de resgate. E também com o debate acerca do “fundamentalismo de mercado”, com a idéia de que os mercados, sem qualquer controle e restrição, podem por si sós assegurar prosperidade econômica e crescimento. Hoje, só o auto-engano poderia levar alguém a afirmar que os mercados podem auto-regular-se, ou que basta confiar no auto-interesse dos participantes no mercado para garantir que as coisas funcionem corretamente e de forma honesta.
O debate econômico é especialmente intenso no mundo em vias de desenvolvimento. Mesmo que no Ocidente tenhamos a tendência a esquecê-lo, há 190 anos um terço do produto bruto mundial se gerava na China. Depois, e de uma maneira um tanto repentina, a exploração colonial e os injustos acordos comerciais, combinados com uma revolução tecnológica nos Estados Unidos e na Europa condenaram os países em desenvolvimento ao atraso. Como resultado disso, até 1950 a economia chinesa representava menos de 5% do produto bruto mundial. Em meados do século XIX, na realidade, o Reino Unido e a França tiveram de empreender uma guerra para abrir a China ao comércio global. Esta foi a “segunda guerra do ópio”, assim chamada porque os países ocidentais tinham muito pouco que vender a China, com exceção dessas drogas, que rapidamente invadiram seus mercados e geraram uma ampla dependência entre a população. Com esta guerra o ocidente ensaiava uma nova via de correção da balança de pagamentos.
O colonialismo deixou uma herança complexa no mundo em desenvolvimento. Entra a maioria da população, contudo, a visão dominante era que tinham sido cruelmente explorados. Para muitos líderes novos a teoria marxista oferecia uma interpretação que sugeria essa experiência, visto que sustentava que a exploração era na realidade o moto do sistema capitalista. Por isso, a independência política que as colônias conquistaram depois da Segunda Guerra Mundial não significou o fim do colonialismo econômico. Em algumas regiões, como a África, a exploração – a extração de recursos naturais e a devastação ambiental em troca de algumas migalhas – era evidente. Em outros lugares foi mais sutil.
Em diferentes regiões do mundo, instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional ou o Banco Mundial passaram a ser vistas como instrumentos de controle pós-colonial. Essas instituições fomentaram o fundamentalismo de mercado (ou “neoliberalismo”, como foi chamado amiúde), uma categoria idealizada pelos estadunidenses como “mercados livres e irrestritos”. Também pressionaram pela desregulação do setor financeiro, das privatizações e da liberalização do comércio.
O Banco Mundial e o FMI asseguravam que tudo o que faziam era para o bem dos países em desenvolvimento. Sua atuação era respaldada por equipes de economistas partidários do livre mercado, muitos dos quais provenientes da catedral da economia de livre mercado, a Universidade de Chicago. Ao final, os programas dos “Chicago boys” não trouxeram os resultados prometidos. As rendas estancaram. Onde houve crescimento a riqueza foi parar nos estratos mais altos. A crise econômica no interior dos países se tornaram cada vez mais frequentes. Só nos últimos 30 anos, de fato, produziram-se mais de cem de gravidade considerável...
Nesse contexto, não surpreende que as populações dos países em desenvolvimento creiam cada vez menos nas motivações altruístas do Ocidente. Suspeitavam que a retórica da economia de livre mercado – o que brevemente se conheceu como “o Consenso de Washington” - era só a proteção dos interesses comerciais de sempre. Essas suspeitas viram-se reforçadas pela própria hipocrisia dos países ocidentais. Europa e Estados Unidos não abriram seus próprios mercados à agricultura produzida no Terceiro Mundo, que com frequência era tudo o que esses países poderiam oferecer. Ao contrário, forçaram-os a eliminar subsídios necessários à criação de novas indústrias, ao passo que concediam subsídios a seus próprios agricultores...
A ideologia do livre mercado resultou como uma desculpa para se cometer novas formas de exploração. “Privatizar” queria dizer que os estrangeiros podiam comprar minas e campos de petróleo a preço baixo nos países em desenvolvimento. Supunha que podiam extrair lucros consideráveis de atividades monopólicas e semi-monopólicas, como as telecomunicações. “Liberalizar”, por sua vez, queria dizer que podiam obter créditos com facilidade. E se as coisas iam mal, o FMI forçava a socialização das perdas com o que os esforços de pagar aos bancos recaía sobre a população em seu conjunto. Também confortava que as empresas estrangeiras podiam arrasar com as indústrias emergentes, bloqueando o desenvolvimento do talento empresarial local. O capital fluía livremente, mas o trabalho, não, salvo no caso dos indivíduos melhor dotados, que podiam encontrar um emprego no mercado global.
Obviamente que esses não são mais que rabiscos de um quadro mais complexo. Na Ásia, por exemplo, sempre houve resistência ao Consenso de Washington, e inclusive restrições à livre circulação de capital. Os gigantes asiáticos – China e Índia – conduziram a economia a sua maneira e obtiveram índices inéditos de crescimento. Porém, em geral, e sobretudo naqueles países em que o Banco Mundial e o FMI controlaram as rendas, as coisas não foram tão bem.
Para os críticos do capitalismo estadunidense no Terceiro Mundo o modo como os EUA tem respondido à crise constitui a gota d'água. Durante a crise do sudeste asiático, há apenas uma década, os Estados Unidos e o FMI exigiram que os países afetados reduzissem o déficit através de cortes os gastos sociais. Pouco importou que em países como a Tailândia essas medidas tenham contribuído para o ressurgimento da epidemia de AIDS, ou que em outros, como a Indonésia, houvesse corte de subsídios para a alimentação dos famintos. Estados Unidos e FMI forçaram esses países a aumentarem os tipos de lucros, em alguns casos a mais de 50%. Exigiram que a Indonésia fosse dura com os bancos e, dos governos, que não acudissem no resgate daqueles. Que precedente perigoso! - disseram -; que tremenda intervenção no delicado mecanismo de relógio do livre mercado!
O contraste entre a reação exibida diante da crise asiática e da estadunidense é notório e não passou desapercebido. Para tirar os EUA do fundo do poço somos testemunhos de incrementos massivos no gasto e no déficit, assim como das taxas de juros, que foram praticamente reduzidas a zero. As ajudas aos bancos fluem à direita e à esquerda. Alguns dos funcionários de Washington que tiveram de lidar com a crise asiática agora estão encarregados de dar respostas à crise estadunidense. Por que os Estados Unidos – perguntam-se as pessoas do Terceiro Mundo – prescrevem uma medicina diferente quando se trata de si mesmos?
Nos países em desenvolvimento, muitos são os que padecem com os efeitos do sermão recebido nos últimos anos: adote instituições como as dos Estados Unidos; siga as nossas políticas; comprometam-se com a desregulação; se querem aprender “boas” práticas bancárias, abram seus mercados aos bancos estadunidenses; e vendam (não casualmente) vossas empresas e bancos aos Estados Unidos, especialmente a preço de banana nas épocas de crise. Sim, reconhecia Washington, pode ser doloroso, mas ao final estarão melhor. Os Estados Unidos enviaram seus Secretários do Tesouro (de ambos os partidos) ao redor do mundo a anunciarem a boa nova. Aos olhos de muitos, a porta giratória que permite aos líderes financeiros passarem comodamente de Wall Street a Washington e de Washington a Wall Street os outorgava então mais credibilidade: pareciam combinar perfeitamente o poder do dinheiro e o da política. Os líderes financeiros norte-americanos tinham razão em pensar que o melhor para os Estados Unidos ou o mundo, era bom para os mercados financeiros. Porém, o contrário não era certo: nem tudo o que era bom para Wall Street era bom para os Estados Unidos e para o mundo.
Não é um simples gesto de Schadenfreude, de alegria com a desgraça alheia, o que motiva o juízo severo que os países em desenvolvimento fazem sobre o fracasso econômico dos Estados Unidos. Também está em jogo a necessidade de discernir qual é o sistema econômico que pode funcionar melhor no futuro. Indubitavelmente, esses países têm todo interesse do mundo em ver uma rápida recuperação dos Estados Unidos.
Sabem que, por si sós, não poderiam afrontar o que os Estados Unidos têm feito para tentar reviver sua economia. Sabem que nem sequer o elevado nível de gasto realizado está funcionando rápido o suficiente. Sabem que, em consequência do colapso econômico estadunidense, 200 milhões de pessoas a mais caíram na pobreza nos curso dos últimos anos. Mas estão convencidos, cada vez mais, de que qualquer ideal econômico propugnado pelos Estados Unidos é um ideal de que seguramente haveriam de fugir.
Por que a desilusão do mundo com o modelo de capitalismo estadunidense deveria nos preocupar? A ideologia que promovemos todos esses anos deixou de funcionar, mas talvez seja bom que não possa ser reparada. Seria por acaso possível – inclusive também até agora – sobreviver se ninguém aderisse ao modo de vida estadunidense?
Seguramente nossa influência diminuirá, já que é pouco provável que se nos considerem um modelo a seguir. Em todo caso, é o que já estava ocorrendo de fato. Os Estados Unidos iriam desempenhar sozinhos um papel crucial no capital global, já que todos pensavam que tínhamos um talento especial para lidar com o risco e para lidar com recursos financeiros.Hoje ninguém pensa algo assim e a Ásia – de onde procedem boa parte dos ganhos do mundo – já está desenvolvendo seus próprios centros financeiros.
Temos deixado de ser a fonte central de capital. Os três bancos mais importantes do mundo são agora chineses. O principal banco norte-americano caiu para o quinto lugar.
O dólar foi durante muito tempo moeda de reserva. Os países tinham o dólar como referência para determinar a confiança em suas próprias moedas e governos. Contudo, progressivamente, vem-se impondo nos bancos centrais de diferentes partes do mundo a idéia de que o dólar pode não ser um referente de valor. Seu valor, de fato, tem oscilado e caído. O enorme incremento da dívida estadunidense na atual crise, combinado com os empréstimos indiscriminados do Federal Reserve dispararam as especulações em torno do futuro do dólar. Os chineses sugeriram de maneira aberta a possibilidade de inventar algum novo tipo de moeda para substituí-lo.
Enquanto isso, o custo de lidar com a crise está transbordando nossas necessidades. Nunca fomos generosos em nossas ajudas aos pobres. Mas as coisas estão piorando. Nos últimos anos, os investimentos chineses na África têm sido superiores aos do Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento juntos; muito distantes das realizadas pelos Estados Unidos. Para enfrentar a crise, os países africanos pedem socorro a Pequim, em busca de ajuda, e não a Washington.
Minha preocupação aqui, em todo caso, tem a ver com o âmbito das idéias. Preocupa-me que, à medida que sejam vistas com maior nitidez as falhas do sistema econômico e social estadunidense, as pessoas dos países em desenvolvimento venham a extrair conclusões errôneas. Apenas uns poucos países – e talvez os próprios Estados Unidos – aprenderão corretamente a lição. Dar-se-ão conta de que para seguir adiante é necessário um regime em que a distribuição dos papéis entre governo e o mercado seja equilibrada, e no qual haja um estado forte, capaz de administrar formas efetivas de regulação. Dar-se-ão conta de que o poder dos interesses privados deve ser limitado.
Outros países, porém, tirarão conclusões mais confusas e profundamente trágicas. Depois do fracasso de seus sistemas do pós-guerra, a maioria dos países ex-comunistas retornaram ao capitalismo de mercado e exaltaram Milton Friedman no lugar de Karl Marx como novo Deus. Com a nova religião, contudo, as coisas não vão indo bem. Muitos países podem pensar, em consequência, que não só o capitalismo ilimitado, de tipo estadounidense, fracassou, mas que o próprio conceito de economia de mercado é que faliu e se tornou inútil para qualquer circunstância. O velho comunismo não regressará, mas sim diversas formas excessivas de intervir no mercado. E fracassarão. Os pobres sofrem com o fundamentalismo de mercado, que gera um efeito derrame, mas de baixo para cima, e não de cima para baixo. Mas os pobres seguirão sofrendo com esses regimes, uma vez que não geram crescimento. Sem crescimento não pode haver redução sustentável da pobreza. Jamais houve economia exitosa que não tenha repousado fortemente nos mercados. A pobreza estimula a desafeição. Os inevitáveis fracassos conduzirão a pobreza ainda maior e serão difíceis de gestionar, sobretudo por parte de governos que chegaram ao poder com o propósito de combater o capitalismo de tipo norte-americano. As consequências para a estabilidade global e para a própria segurança dos Estados Unidos são evidentes.
Até agora, existia uma percepção de valores compartilhados entre os Estados Unidos e as elites de todo mundo lá educadas. A crise econômica erodiu a credibilidade dessas elites. Temos alimentado os críticos com a forma depravada de capitalismo praticada nos Estados Unidos, poderosa munição para contraatacar com o sermao de uma filosofia antimercado mais ampla. E seguimos lhes proporcionando mais e mais munição. Enquanto na recente cúpula do G20 nos comprometíamos a não apoiar o protecionismo, estabelecíamos uma previsão de “compra estadunidense” no nosso próprio pacote de estímulos. Depois, para abrandar a oposição de nossos aliados europeus, modificávamos a norma, sob todos os aspectos discriminatória em relação aos países pobres. A globalização nos tornou mais interdependentes; o que ocorre numa parte do mundo afeta a outra, um fato provado pelo contágio dos outros de nossas dificuldades econômicas.
Para resolver problemas globais, é fundamental que exista um sentido de cooperação e confiança, assim como um certo sentido de valores compartilhados. Essa confiança nunca foi sólida, e não fez senão debilitar-se nos últimos tempos.
A fé na democracia é outra das vítimas. No mundo em desenvolvimento, as pessoas olham para Washington e vêem o sistema de governo que permitiu a Wall Street prescrever uma série de regras que puseram a economia global em risco e que, quando é o caso de assumir as consequências, volta a recorrer a Wall Street para gestionar sua recuperação. Vêem permanentes redistribuições de riqueza para o topo da pirâmide, claramente às custas dos cidadãos comuns. Vêem, em suma, um problema básico de falta de controle no sistema democrático estadunidense. E depois que se tenha visto tudo isso é preciso apenas um pequeno passo para concluir que há algo que funciona inevitavelmente mal com a própria democracia.
A economia estadunidense e, até certo ponto, nosso prestígio no exterior vão eventualmente se recuperar. Durante muito tempo os Estados Unidos foram o país mais admirado do mundo, e ainda é o mais rico. Goste-se ou não, nossas ações estão sujeitas a permanentes exames. Nossos êxitos são emulados. Porém, nossos fracassos são criticados com escárnio. Tudo isso me devolve a Francis Fukuyama. Fukuyama estava equivocado ao pensar que as forças da democracia liberal e da economia de mercado triunfariam de modo inevitável e que não havia volta atrás. Não estava equivocado, contudo, em crer que a democracia e as forças de mercado são esenciais para ter um mundo justo e próspero. A crise econômica, em boa medida desencadeada pelo comportamento dos Estados Unidos, causou mais danos a esses valores fundamentais que qualquer regime totalitário o fez em tempos recentes. Talvez seja verdade que o mundo se encaminha para o fim da história, mas agora se trata é de navegar contra o vento e de sermos capazes de definir o custo das coisas.
Joseph Stiglitz é professor de teoria econômica na Universidade Columbia, foi Presidente do Council of Economic Advisers entre 1995 e 1997, ganhou o Nobel de Economia em 2001. Atualmente preside a comissão de especialistas nomeada pelo presidente da Assembléia Geral da ONU para o estudo de reformas no sistema monetário e financeiro internacional. Tradução: Katarina Peixoto

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Raspar cabelos e chamar calouro de 'bicho' no trote é tradição da era medieval

Veteranos das primeiras universidades visavam 'civilizar' os calouros.
Novatos chegavam barbudos, cabeludos e analfabetos à vida universitária.

Marília Juste
Do G1, em São Paulo

Raspar o cabelo de um calouro e chamá-lo de “bicho” pode parecer uma parte inofensiva do “trote” nas universidades de hoje, mas remete a uma tradição de humilhação que se inicia na era medieval, afirmam pesquisadores que estudaram a história da prática.

Ninguém sabe exatamente quando ocorreu o primeiro trote, mas é certeza que foi antes mesmo de as universidades serem chamadas de “universidades”. “As universidades medievais se formaram como apêndices da Igreja, quase como departamentos da Igreja Católica”, explica Glauco Mattoso, autor do livro “O calvário dos carecas”, de 1985, que conta como surgiu o trote.

“Os padres detinham os livros e o conhecimento. Paralelo a isso, as oficinas, fora da Igreja, ensinavam coisas práticas, como alfaiataria. A união dessas duas partes deu origem aos primeiros centros universitários da Europa”, explica Mattoso.

Nessa época, o conhecimento era completamente restrito ao ambiente universitário. “Na Idade Média, todo mundo era analfabeto. Isso é antes do surgimento da imprensa, então os livros eram todos escritos à mão e muito raros. Era muito caro estudar. Quando alguém entrava em uma universidade, era um privilegiado”, explica o pesquisador.

“Os alunos que já estavam na faculdade viam o novato como um verdadeiro bicho do mato. É daí que vem a ideia de chamar calouros de 'bichos’”, conta Mattoso. “E isso não era longe da realidade. Quem chegava à universidade pela primeira vez era geralmente analfabeto e tinha longos cabelos, unhas sujas e barba comprida. Estamos na Idade Média, afinal. Os veteranos viam o novato como alguém que precisava ser literalmente civilizado”, explica.

Quando o novo aluno chegava, os veteranos cortavam sua barba e seu cabelo, e raspavam seus pelos. “A tradição de raspar os cabelos dos calouros é algo que vem dessa época, para civilizar o recém-chegado. Eles também davam banhos e faziam ritos de ‘purificação’. É aí que entra a violência”, conta o pesquisador.



Registros

Os primeiros registros de trote são encontrados em praticamente todas as primeiras universidades da Europa, como Paris, na França; Coimbra, em Portugal; e Heidelberg, na Alemanha. É em Heidelberg que são encontrados também os primeiros relatos de violência na recepção aos calouros, em um livro chamado “Manuale Scholarium”, de 1481 e autoria desconhecida. A obra era usada para ensinar latim e, como exemplos de conversação na língua, eram usados diálogos sobre a vida estudantil na universidade entre os personagens fictícios do calouro Joannes e dos veteranos Camillus e Bartoldus.

Em um dos episódios descritos, os veteranos entram no quarto do calouro fingindo nojo do “terrível fedor” do local. Procuram a causa do cheiro e encontram o calouro, “um bicho do mato, um monstro de horrendo aspecto, com enormes chifres e dentes, nariz recurvo como um bico de coruja, olhar feroz e boca ameaçadora”.



Depois de insultarem o novato, eles afirmam ter pena do “pobre bicho, que afinal é um futuro colega” e oferecem um “vinho”, que, na verdade, é apenas urina. Joannes, o calouro, se recusa a beber e é forçado. A partir daí, os veteranos decidem “curar” o “monstro” para que seja aceito na comunidade universitária. É aí que começa o “trote”.



O calouro sofre intensas agressões físicas, é forçado a se alimentar de comida com fezes e obrigado a admitir diversos “pecados”, principalmente de origem sexual. Ele fica sob o comando de um “mestre”, a quem tem que vestir, calçar, servir à mesa e até, em alguns casos, masturbar. Se o novato se rebelasse, seria espancado pelos veteranos – prática que muitas vezes levava à morte.

Se sobrevivesse, o calouro então jurava que iria repetir com os próximos novatos tudo o que lhe foi feito. Só então ele passava a ser aceito na vida universitária de Heidelberg como veterano.



No Brasil

Embora o caso tenha sido descrito na universidade alemã, Glauco Mattoso afirma que as mesmas práticas eram comuns em todas as universidades européias. E quando a universidade chegou ao Brasil, no século XIX, a prática veio com a tradição portuguesa da Universidade de Coimbra.

“As faculdades de direito de São Paulo e Olinda seguem fortemente a tradição de Coimbra e isso se refletiu também no trote. A primeira morte no trote no Brasil é exatamente em Olinda, em 1831”, diz o pesquisador. É de Coimbra também que vem a tradição nas faculdades de direito brasileiras do “trote erudito”, onde os calouros são obrigados a fazer discursos e poesias autodepreciativas de improviso.

Hoje, na maioria dos países da Europa e nos Estados Unidos, o trote praticamente desapareceu. “Nos Estados Unidos, ele existe apenas nas "fraternities", as repúblicas. Dentro da universidade, não existe”, afirma Mattoso.

A forma com que ele é feito no Brasil, com grande alvoroço de calouros e veteranos nas ruas, é praticamente desconhecida entre os próprios inventores do trote. “Há um pouco de carnavalização da coisa por aqui. Vira festa. Os europeus e os americanos são mais sisudos, então isso foi sumindo naturalmente”, explica.

E, se há uma “tradição” no trote, para o pesquisador, ela é a da violência. “As pessoas fazem muita confusão quando aparece um caso de um calouro sendo agredido. Dizem que o trote ‘está ficando’ violento. O trote sempre foi violento. A memória das pessoas é que é curta”, conclui.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm

BBC Brasil
O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.

“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.
O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.

“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”
Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.
Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Muitos consideram o que está acontecendo como uma volta ao estadismo e até do socialismo. O senhor concorda?

Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de um título recente do Financial Times que dizia: O capitalismo em convulsão. Há muito tempo não lia um título como esse no FT.

Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.
Porque como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.

E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de uma era específica. Sem dúvida, a partir de agora falaremos mais de (John Maynard) Keynes e menos de (Milton) Friedman e (Friedrich) Hayek.

Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante.

Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será um empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais uma economia mista do que tem sido até agora.
E em relação ao Estado como redistribuidor? O que tem sido feito até agora parece mais pragmático do que ideológico...

Acho que continuará sendo pragmático. O que tem acontecido nos últimos 30 anos é que o capitalismo global vem operando de uma forma incrivelmente instável, exceto, por várias razões, nos países ocidentais desenvolvidos.

No Brasil, nos anos 80, no México, nos 90, no sudeste asiático e Rússia nos anos 90, e na Argentina em 2000: todos sabiam que estas coisas poderia levar a catástrofes a curto prazo. E para nós isto implicava quedas tremendas do FTSE (índice da bolsa de Londres), mas seis meses depois, recomeçávamos de novo.

Agora, temos os mesmos incentivos que tínhamos nos anos 30: se não fizermos nada, o perigo político e social será profundo e ainda mais depois de tudo, da forma com a qual o capitalismo se reformou durante e depois da guerra sob o princípio de “nunca mais” aos riscos dos anos 30.

O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?

Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.

Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.

A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.

O que vemos agora não é o equivalente à queda da União Soviética para a direita? Os desafios intelectuais que isto implica para o capitalismo e o livre mercado são tão profundos como os desafios enfrentados pela direita em 1989?

Sim, concordo. Acredito que esta crise é equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que acabou uma era. Não sabemos o que virá pela frente.
Temos um problema intelectual: estávamos acostumados a pensar até então que havia apenas duas alternativas: ou o livre mercado ou o socialismo. Mas, na realidade, há muito poucos exemplos de um caso completo de laboratório de cada uma dessas ideologias.

Então eu acho que teremos de deixar de pensar em uma ou em outra e devemos pensar na natureza da mescla. E principalmente até que ponto esta mistura será motivada pela consciência do modelo socialista e das conseqüências sociais do que está acontecendo.
O senhor acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?

Desde a crise dos anos 90, são os homens de negócio que começaram a falar assim: “Bem, Marx predisse esta globalização e podemos pensar que este capitalismo está fundamentado em uma série de crises”.

Não acredito que a linguagem marxista será proeminente politicamente, mas intelectualmente a natureza da análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante.

O senhor sente um pouco recuperado depois de anos em que a opinião intelectual ia de encontro ao que o senhor pensava?

Bem, obviamente há um pouco a sensação de schadenfreude (regozijo pela desgraça alheia).
Sempre dissemos que o capitalismo iria se chocar com suas próprias dificuldades, mas não me sinto recuperado.

O que é certo é que as pessoas descobrirão que de fato o que estava sendo feito não produziu os resultados esperados.

Durante 30 anos os ideólogos disseram que tudo ia dar certo: o livre mercado é lógico e produz crescimento máximo. Sim, diziam que produzia um pouco de desigualdade aqui e ali, mas também não importava muito porque os pobres estavam um pouco mais prósperos.
Agora sabemos que o que aconteceu é que se criaram condições de instabilidades enormes, que criaram condições nas quais a desigualdade afeta não apenas os mais pobres, como também cada vez mais uma grande parte de classe média.

Sobretudo, nos últimos 30 anos, os benefíciários deste grande crescimento têm sido nós, no Ocidente, que vivemos uma vida imensuravelmente superior a qualquer outro lugar do mundo.

E me surpreende muito que o Financial Times diga que o que se espera que aconteça agora é que este novo tipo de globalização controlada beneficie a quem realmente precisa, que se reduza a enorme diferença entre nós, que vivemos como príncipes, e a enorme maioria dos pobres.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Situação vence as eleições da FACC

Está confirmado. Os professores Ruthberg dos Santos e Falcão venceram as eleições do departamento de administração. O primeiro é o mais novo chefe de departamento do curso e o último nosso coordenador de curso. Passadas as eleições, cumpre agora analisarmos o perfil de cada um deles, destacando as oportunidades derivadas deste pleito.

Ruthberg dos Santos

Identificar uma tendência e mesmo o perfil executivo do professor Ruthberg não será uma tarefa trivial. Ele não apresentou suas propostas durante a campanha, sendo visto ora como o candidato dasituação, ora como o chefe de departamento capaz de articular-se entre a situação e a oposição do curso, grupos que se degladiam há muito tempo pelo comando do departamento e cujos integrantes evitarei citar, mas que toda a comunidade do curso de administração da UFRJ conhecem muito bem.

Estou convencido de que somente saberemos a respeito de sua postura e desempenho no decorrer do seu mandato e adianto que estarei contribuindo em tudo o que puder para fazer avançar o nosso curso. Acredito que nosso papel agora deve ser negociar uma maior participação nas decisões do departamento, através de representantes legítimos, buscando, através de uma atuação pró-ativa e propositiva, ajudar o nosso chefe de departamento.

Ruthberg de fato, será o evangelizador uspiano como chefe de departamento? Na verdade não sei.Aquela alcunha foi apenas uma brincadeira lançada sobre ele durante a campanha. de qualquer maneira, acho importante estudarmos as posições do instituto de estudos avançados da USP ( IEA-USP) sobre a educação superior, porque provavelmente ela nos ajudará a compreender e afetar as decisões administrativas do professor Ruthberg.

Falcão

O professor Falcão possui um perfil executivo, é um líder pró-ativo e de boa vontade. Já está fazendo um trabalho muito bom. Costuma ser acessível ao estudante, resolvendo as pendências cotidianas do curso, o que é muto importante. Falta que se introduzam maiores discussões sobre o projeto pedagógico do curso e sua articulação com os projetos pedagógicos das outras unidades da FACC e do CCJE.

Lembro-me de quando a professora Clotilde, por ocasião das discusões sobre o PDI com o nosso reitor Aloísio Teixeira, argumentou que a articulação entre as unidades do CCJE passa pela administração informal, sendo decisivo à sua eficácia que os coordenadores dos cursos do centro dialoguem e busquem esta integração. Como concordo com este caminho, acho que está na hora dos estudantes começarem a exigir esta articulação, para que possamos integrar nossos currículos, criando disciplinas que possam estar disponíveis a todo o CCJE, eletivas comuns e especializações que possam ser realizadas á partir de disciplinas de vários cursos do CCJE.

terça-feira, dezembro 02, 2008

comentários

Os últimos fatos permitem conclusões interessantes a respeito das propostas, efeitos relacionados a escolha de cada um deles e o significado das suas decisões de campanha:
1. Fica claro que o professor Potsch não está interessado em ser eleito. Seu objetivo é divulgar suas idéias na expectativas de que possam ser aproveitadas por alguns dos candidatos. Continuo achando que elas merecem ser discutidas e, na medida em que forem boas e viáveis, serem desenvolvidas, aperfeiçoadas e aplicadas.
Do ponto de vista político, há muito que o professor assumiu o papel de pária dentro do curso, numa posição que pode ser interpretada como um equívoco político, posto que cria uma resistência contra todos os interessados em pensar a respeito das suas idéias. O professor se inspira em Gandhi e Nélson Mandela, mas nem de longe consegue acompanhar o brilhantismo destes líderes carismáticos.
2. Dos três outros candidatos, a disputa acaba centrando-se em torno dos candidatos à direção do departamento. Analisemos cada um deles para que possamos pensar um posicionamento a respeito:
RUTHBERG: Evangelizador Uspiano
Não há dúvidas de que a candidatura Ruthberg gera bastante expectativa. Professor Doutor pela USP, era visto como único capaz de articular uma proposta integrada dentro do curso, fazendo-o avançar e superar seus desafios. Infelizmente, da mesma maneira como ocorreu com o professor Zeca quando foi coordenador do curso, o professor acabou aderindo à posição da situação do curso e ainda recusou-se a dialogar com os estudantes, realizando uma campanha alientante e desinformante, sem divulgar uma proposta sequer e apresentando-se como candidato da situação.
Cumpre destacar que o professor está motivado pelo fato de fazer parte do programa da USP de formação de lideranças, cujo objetivo é enviar seus acadêmicos para as IFES a fim de torná-las meros satélites uspianos. Ou seja, este casamento entre a atual gestão e o Ruthberg, infelizmente, não promete boa coisa.
ALEXIS CAVECHINNI: O Líder Servidor
Muitas vezes se acha que para ser um grande chefe de departamento é preciso ser um grande acadêmico. Alexis prova que isto não é verdade. Para ser um bom chefe de departamento é preciso habilidade política e isto ele têm de sobra.
O professor se comporta como o político por vocação apresentado pelo sociólogo alemão Max Weber na sua conferência Política como vocação. Nela, o autor destaca o político que, ao invés de motivar-se por sua dependência da burocracia partidária e interesse no progresso político-burocrático, legitima-se por sua capacidade de perceber as demandas sociais e apresentar-se como o líder servidor capaz de concretizá-las.
No debate promovido pelo centro acadêmico foi o único a comparecer e teve uma excelente atuação. Foi capaz de nos ouvir, identificando as idéias boas e viáveis e assumindo compromissos. Em virtude dos desafios que estão colocados para o curso de administração no atual momento histórico, onde a capacidade de negociar e articular nossos interesses dentro da UFRJ se torna cada vez mais um fator crítico para a nossa eficácia, me parece que o Alexis é o candidato mais preparado para conduzir o nosso departamento.

Ata da plenária do dia 1 de dezembro de 2008 sobre as propostas dos candidatos ao departamento de administração

Realização : Centro Acadêmico de Administração - CADM


Candidato(s) presente(s) : Alexis Cavichini

A plenária foi realizada na sala 223 – FACC – UFRJ, do campus da Praia Vermelha com a presença do prof. Alexis Cavichini, como candidato para chefe de departamento de administração- FACC-UFRJ e os alunos todos listados abaixo da ata, às 19 horas. Foram, então, apresentadas as propostas do candidato :

Comunicação:

Com a devida falta de comunicação entre corpos discente-docente, discente-discente e docente-docente e inter-departamental, o candidato pronunciou que irá fazer circular um jornal de funcionamento mensal com o objetivo de informar, trazer discussões e de conhecimento e informes sobre a faculdade.

Abrirá um espaço na internet ( fórum de internet ) com o objetivo de haver maior discussão sobre os vários assuntos referente a faculdade. É um espaço que será disponível para todos os estudantes de administração da FACC.

Melhorar os relacionamentos entre departamentos e com a faculdade como um todo para estabelecer parcerias, apoio para bolsas de estudos e iniciação científica, pedido de professores e salas dentro do campus.

Nas suas propostas segue a realização mensal de uma reunião com os representantes de turmas para discussão de demandas e outros encaminhamentos.

Projeto Pedagógico:

Houve o compromisso de revisão das ementas e das demais matérias do curso de administração, tratando-se de um currículo que não mais atende ao mercado de trabalho atual. Neste sentido, haverá uma pesquisa sobre o que o mercado demanda em seu currículo escolar e de mercado de trabalho. O candidato comprometeu-se em buscar a articulação do projeto pefagógico da administração ao das outyras unidades do CCJE

Revitalização da associação de ex-alunos da FACC.

Outras demandas :

Comprometeu que um percentual da verba arrecadada com cursos pagos e parcerias será destinado à compra de livros novos para os alunos.

Apóia a permanência do curso de administração na Praia Vermelha. E pretende viabilizá-lo no curto prazo, reformando o prédio usado pelo instituto de neurologia que se transferiu para o fundão.

Apóia as instituições discente AYRA, AISEC e Centro Acadêmico (CADM), procurando direcionar docentes na ajuda e desenvolvimento destas instituições. Sobre a infra-estrutura, há uma vontade em dialogar com o prof. Pierre sobre o projeto de construção de um prédio auto sustentável na praia vermelha.


Apoio da idéia da realização de uma “Semana de Pesquisa”, incluindo a Jornada Ciêntifica, divulgação das pesquisas docentes, defesas de monografias, exposiçãod as experiências profissionais de docentes e convidados e espaços para dialogar a respeito do projeto pedagógico do curso.


Depois da discussão, o segundo ponto de pauta seria uma carta dos estudantes com reivindicações, porém não havia quorum para um debate amplo sobre o que os estudantes demandam em sua grade e o que seus candidatos podem realizar. Portanto, a discussão será realizada em reuniões e as demandas serão levadas ao representante escolhido na eleição com o objetivo de se comprometer com os pedidos.

Alunos presentes :


William Freire Ribeiro – 3º período – wfribeiro8@yahoo.com.br
Marcelo Martins Guimarães – 9º período – marceloguimarj@bol.com.br
Diego Gomes Lopes – 2º período – diego.g.lopes@hotmail.com
Clarissa Gomes L. Santana – 4º período – clarissa_ayra@yahoo.com.br
Leonardo Giuseppe Bonavita –5ºperíodo – giuseppe.bonavita@hotmail.com
Juliane Cinelli de Senna Moreira – 6º período – j-cinelli15@hotmail.com
Barbara Magalhães Cady – 2º período – barbaracady@gmail.com
Luana Almeida da Silva – 2º período – lu_ladiemla@yahoo.com.br
Marcelo dos S. A. Monteiro – santosmonteiro@yahoo.com.br
Paulo Heitor M. C. Felippe – 4º período – phfelippe@yahoo.com.br
Pedro Gabriel Ferraz – 2º período – pedroferraz@ufrj.br
Thiago Heory Sanches – 7º periodo – emaildosanches@yahoo.com.br
Marllon Calaes Carvalho – 2º período – calaescarvalho@yahoo.com.br
Felipe Ribeiro Pinto – 7º período – feliperpinto@yahoo.com.br
Thiago A.S. Pinto – 5 º período – thiagoaspintoo@yahoo.com.br

Resposta da Clotilde contendo as propostas (?) do candidato Ruthberg

O professor Paulo César, de políticas de Marketing, usou o seu grupo de discussão de aulas para fazer campanha para o professor Ruthberg. Ausente de todos os debates promovidos, assim como sempre fez sua apoiadora e está fazendo o candidato a coordenador Falcão, esta foi a única manifestação de campanha ligada aos candidatos da situação. Segue a mensagem do professor PC em que ele justifica a divulgação de uma carta da professora Clotilde, supostamente respondendo à acusações realizadas pelo candidato Cavechinni. Abaixo, segue minha resposta no mesmo grupo e a reação do professor PC, cujo significado será explorado em psotagens subsequentes.
Prezados Alunos
Peço desculpas por utilizar um grupo de estudos para divulgar um manifesto, mas como nem todos têm acesso às listas de alunos como o Prof. Alexis, me propus a divulgar a msg. da Prof. Clotilde, em resposta ao manifesto do Prof. Alexis.
De minha parte, devo dizer que apóio o candidato da situação - Prof. Ruthberg dos Santos que, em dois anos na FACC já tem um currículo de realizações na Faculdade (inclusive com o cargo de Coordenador Pro-Tempore do Mestrado em Contabilidade) , maior que o do Prof. Alexis nos seus 13 anos na casa.
Abaixo segue o Manifesto
Caros Alunos e Professores
Neste mês de dezembro nos dias 2 e 3 teremos eleição para Chefe de Departamento de Administração da FACC. Como em toda eleição sempre surgem os aproveitadores de ocasião, fazendo promessas sobre assuntos que nem mesmo têm conhecimento de causa, fazendo com que a democracia continue a ser o melhor dos regimes, compelindo os eleitores a ficarem sempre atentos aos acontecimentos, e com raras exceções deixam ser enganados por candidatos que se rotulam como novos Messias.
No presente processo eleitoral o candidato Aléxis Cavichini Teixeira de Siqueira, em seu manifesto de apresentação da sua candidatura, se propõe a que tipo de candidato pretende ser, desprovido de conteúdo, tentando, inclusive, desprestigiar a própria formação acadêmica que recebeu nesta mesma Faculdade, a qual, ao que parece pelas suas afirmações lhe trouxe sucesso e reconhecimento profissional, demonstrando, portanto, uma posição dúbia nas suas supostas convicções.
Um professor que somente compareceu às reuniões do Colegiado, quando a reivindicação era de caráter exclusivamente pessoal para benefícios próprios, não pode se investir de autoridade para transmitir fictícias propostas salvadoras. Ora, se ao longo de 13 anos de magistério o Professor Aléxis Cavichini se manteve inerte, se omitindo a levantar a voz em favor de um eventual direito alheio, que não fosse dele próprio, tendo sempre apoiado todas as iniciativas tomadas pelo Departamento, com que competência ou respaldo perante seus pares, pretende assumir a direção do Departamento de Administração da FACC?
Gostaria de enfatizar que na minha gestão sempre fui receptiva a toda e qualquer proposta, tanto de professores, alunos ou funcionários, que visasse contribuir para o bem-estar de nossa comunidade, não fugindo de minhas responsabilidades nem das críticas, e não seria no processo eleitoral que agiria de forma diferente, entretanto, o que não posso aceitar é que um candidato tente alicerçar a sua campanha, tripudiando sobre pessoas que não estão mais em nosso convívio para responderem na mesma proporção dos ataques sofridos.
O Professor Meira de Vasconcelos atingido de maneira ignóbil pelo aludido manifesto, foi Professor do ora candidato Aléxis Cavichini, o qual sempre reverenciou o seu mestre por sua brilhante inteligência e pelo ser humano excepcional que sempre primou durante toda a sua vida, ou será que a ânsia pelo poder a qualquer preço já fez a memória do candidato apagar toda a relação de admiração que manteve com o ilustre Professor Meira.
Assim sendo, o candidato que tende a formalizar uma campanha injuriando pessoa já falecida, com o agravante, de que esta mesma pessoa já se encontrava afastada dessa Faculdade há vinte e seis anos, não é digno de merecer o respeito de professores, alunos e funcionários, nem tampouco faz por merecer a Direção do Departamento de Administração da FACC.AtenciosamenteClotilde Ramona Páez
Minha resposta:
Professor:
Aproveitando que vc oportunizou o debate em sua lista, cumpre-me realizar alguns comentários, que acredito serem relevantes mesmo porque sou o representante dos estudantes do CCJE no nosso conselho de centro pelo terceiro mandato consecutivo, de onde pude observar o trabalho desempenhado pela "situação" da FACC desde meu ingresso:
1. Esta resposta demonstra todo o despreparo político da professora Clotilde e da tal "situação", haja vista ser desprovido de conteúdo, repetindo a pequena política a qual insiste em atacar o emissor da mensagem, desviando-se de uma discussão "grande", efetiva, onde a política pedagógica do curso e nossa formação pudessem ser problematizadas.
2. Se o Ruthberg é o candidato da situação e isso significa que ele vai manter as coisas como estão, sinto dizer que estamos numa grande furada. Pelo que sei, ele se propõe um interlocutor entre os dois grupos de interesse que se degladiam na FACC: o do Potsch e o do Meira. Se ele aderiu a um dos lados, cometeu o maior equívoco de sua iniciante trajetória política na UFRJ.
3. A Clotilde nunca foi receptiva a proposta nenhuma. Não abriu o departamento para debater o projeto político pedagógico do curso de maneira efetivamente participativa. Não cumpre os requisitos legais referentes à participação discente nas reuniões do departamento. Bloqueou as iniciativas de avaliação dos professores pelos estudantes tocadas pela atual gestão do CADM e por outras gestões desde meu ingresso no curso. E ainda têm uma participação medíocre nas discussões da universidade e do CCJE.
4.Com relação ao tal do Meira, realmente achei que o Potsch estava equivocado ao atribuir à "situação" a defesa dos interesses do Meira. Mas analisemos os fatos, à luz dos ensinamentos do meu professor de Políticas de Marketing, para quem "não existem coincidências" : Porq a Clotilde sempre se recusou a abrir eleições para o curso, a sair do departamento e agora que o seu marido morreu( do ponto de vista pessoal, cumpre-me manifestar meu pesar e enternecimento) , resolveu abandonar o departamento e abrir as eleições? Crise de consciência democrática não foi!
5. Perguntar não ofende: O que foi feito pelo curso pela situação? O que ela pretende fazer? Continuaremos motivo de chacota nas reuniões do conselho, onde não somos capazes sequer de sustentar uma argumentação coerente para sustentar nossa permanência na Praia Vermelha? Onde jamais apresentamos um projeto consistente de expansão e quando apresentamos é um ridículo projeto de curso à distância cheio de propostas absurdas como permitir sua renovação automática, deixando em aberto, livre para a direção decidir sem qualquer acompanhamento ou prestação de contas o quanto de recursos da FACC será transferido para a ESG, parceira do curso?
6. Só para terminar, gostaria que a "situação" participasse de uma debate onde pudesse expor suas idéias para que possamos pensar a respeito do nosso voto. Da minha parte, se o Ruthberg, assim como outros grandes intelectuais e pesquisadores que temos na FACC como o Zk, o PC, O Saturnino, o Vitor Iorio, e outros, resolverem romper com a dicotomia Meira X Potsche que cega os docentes do nosso curso aos nossos desafios mais importantes, de modo que se absorvam as boas idéias do Potsch e o que se salvar desta desastrosa (des)direção do departamento, apresentando uma proposta consistente e autônoma, terão meu apoio entusiasmado.
Reação do professor PC:
Felipe
A utilização do grupo para a apresentação de um manifesto foi uma decisão atípica, que somente se justificou pelo fato de não haver lista com todos os e-mails à disposição do depto. (ao contrário do que acontece com o prof. Alexis) e haver uma pressão de tempo em função da data da eleição. Mais uma vez, peço desculpas a vcs. todos por fazê-lo.
Aqui não é o foro para discussão - somente divulguei um manifesto, sem maiores discussões. Se for esse o caso, sugiro a abertura de um grupo específico com esse fim.Por favor, não utilize mais este espaço para esse tipo de digressão.
Agradeço sua atenção
Paulo Cesar

Propostas de Alexis Cavechini para direção do departamento


Eleição para Chefe de Departamento nos dias 2 e 3 de dezembro.
Prezado(a) aluno(a),
Nos dias 2 e 3 de dezembro haverá eleição para Chefe do Departamento de Administração na FACC.
É importante a sua participação!
No decorrer dos últimos TRINTA E SEIS ANOS o curso de administração praticamente ficou parado no tempo. E, sob diversos aspectos, regrediu.
Durante quase todo esse período o Departamento foi dirigido, direta ou indiretamente pelo casal Meira-Clotilde, que sempre impuseram uma direção autoritária, forçando o afastamento de qualquer professor que apresentasse uma idéia nova ou contestasse o casal e/ou os professores cooptados por eles.
DEVIDO A ESTA DIREÇÃO INCOMPETENTE,OS ALUNOS SENTEM:
• Os alunos da Administração da UFRJ estão perdendo espaço no mercado de trabalho.• As empresas estão utilizando muitos estagiários e formandos do curso de Administração em cargos subalternos, como mão de obra barata.• Os alunos se formam sem estarem preparados para o mercado de trabalho, pois falta uma proposta pedagógica-educacional consistente e moderna para o curso de administração.• É inconcebível que em algumas turmas —que estão entre os jovens mais inteligentes da cidade, considerando o vestibular que fizeram —existam até 80% de reprovações.• A falta de organização no Departamento e a falta de educação no relacionamento com os alunos e os seus problemas, muitos deles gerados pela direção incompetente do Departamento, é irritante e revoltante.• É inadmissível que um Departamento de Administração seja tão incompetente e desorganizado. Se você alguma vez precisou de alguma coisa do Departamento, você sabe disso.
VOCÊ GOSTARIA DE TER UM CURSO MELHOR E VALORIZAR O SEU DIPLOMA NO MERCADO DE TRABALHO?Se a sua resposta for SIM convido-o a avaliar as propostas que faço para o Curso de Administração e a direção do Departamento.
Se você concordar com a proposta de que precisamos mudar —para melhorar o curso e a sua inserção estratégica no mercado de trabalho, gostaria de contar com o seu voto para Chefe do Departamento de Administração.
Entretanto, qualquer que seja a sua posição, compareça a eleição. É uma oportunidade de mudança.

Data da Eleição na FACC: 2 e 3 de dezembro. Participe!

Cordialmente,
Prof. Alexis Cavichini Teixeira de SiqueiraCandidato a Chefe de Departamento

Propostas do professor Potsch para a coordenação do curso


S.O.S. ADM/ FACC/ UFRJ:
AO INVÉS DE FORMAR NOVAS LIDERANÇAS EMPREENDEDORAS/ PRÓ- ATIVAS ESTÃO SENDO DIPLOMADOS ALUNOS BUROCRATAS/ ALIENADOS/ DESINFORMADOS DESTINADOS AO SUB-EMPREGO/ MÃO DE OBRA BARATA/
SEM CONDIÇÕES DE COMPETIR COM MBA’S MULTIDISCIPLINARES
(HUMANAS/ TECNOLÓGICAS/ BIOMÉDICAS – SÉCULO XXI)
ADM/ FACC/ UFRJ – DÉCADA 2000/ 2008
Sob DIREÇÃO BUROCRÁTICO-CORPORATIVISTA ILEGÍTIMA (Profs. Clotilde Ramona Paez/ Ângelo Maia Cister/ Paulo Roberto Falcão/ Zeca Felício Santos Carvalho), sem qualquer representatividade institucional, baseado em sucessivas prorrogações para cargos com mandados expirados, indicados com base em compadrio (Q.I.-Quem Indica), recusando de longa data convocação de ELEIÇÕES DEPARTAMENTAIS DEMOCRÁTICAS/ LIVRES/ DIRETAS (Professores/ Alunos/ Funcionários), ADM/ FACC/ UFRJ traduz exemplo típico/ desfuncional/ nefasto da crônica CRISE INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE PÚBLICA FEDERAL BRASILEIRA, a saber:

Baixa Produtividade Acadêmico-Científica; Alta Desmobilização/ Desmotivação/ Apatia Docente/ Discente/ Administrativa; Feudalização Burocrático-Corporativista; Amplo Sub-Emprego/ Marginalização Discente; Prorrogação de Mandatos Dirigentes Expirados; Recusa Radical a Eleições Livres/ Alternâncias de Poder Democrático-Universitárias; Utilização de Multiplicidade de Chicanas Burocrático-Corporativistas Autoritárias/ Facistas para Manutenção Ilegítima do Status Quo!
RECURSOS DOCENTES SUB-UTILIZADOS/
PEDAGOGIA ANACRONICA/ AVALIAÇÕES DECOREBAS
Através de PROFESSORES DE CARREIRA UNIVERSITÁRIA (RJU-Lei 8.112/1990), dotados de grande POTENCIAL CIENTÍFICO-DOCENTE, mas completamente SUB-UTILIZADOS/ DES-MOTIVADOS/ MARGINALIZADOS, ADM/ FACC/ UFRJ pratica um PROJETO PEDAGÓGICO ROTINEIRO/ TRADICIONALISTA/ BUROCRÁTICO, baseado em AULAS CONVENCIONAIS / COMPILAÇÕES INTERNET, sem qualquer ENFASE CRÍTICO-REFLEXIVA EPISTEMOLÓGICA, onde ao ALUNADO NÃO É EXIGIDO A EFETIVA INTROJEÇÃO/ ARTICULAÇÃO PSICO-COMPORTAMENTAL DO CONHECIMENTO ENSINADO A SUAS ATIVIDADES COTIDIANAS (Pessoais/ Familiares/ Universitárias/ Profissionais), limitando-se a meras AVALIAÇÕES DECOREBA-ADESTRATIVAS, logo esquecidas à nível inconsciente, absolutamente incompatível com os efetivos PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO PSICO-CULTURAL (“Aquilo que resta quando tudo se esquece!”).

ESTÁGIOS PROFISSIONAIS MÃO DE OBRA BARATA
Os assim chamados PROJETOS DE ESTAGIO ADM/ FACC/ UFRJ (Pseudo-Supervisionados => Mão de Obra Barata), incapazes de problematizar/ iluminar o Papel do Estagiário na Dinâmica Estratégico-Organizacional Empresarial Global, limitam-se à Descrição Burocrático-Factual de Rotinas Operacionais Subalternas, esterilizando qualquer tipo de Potencial Crítico Questionador Discente por transformar Futuras Lideranças Empresariais Emergentes em Capachos/ Submissos/ Bajuladores/ Baba-Ovo de Estruturas Organizacionais/ Chefetes Burocrático-Corporativistas, em tudo contrário aos clássicos/ polêmicos 10 Mandamentos do Intrapreneuring propostos por Gifford Pinchot III (1- Vá cada dia ao trabalho pronto para ser demitido; 6- Trabalhe de forma sigilosa pelo maior tempo que puder – a publicidade aciona o mecanismo de reação a mudanças dentro da organização; 8- Lembre-se que é mais fácil pedir perdão depois, do que permissão antes).

MONOGRAFIAS BUROCRÁTICO-COMPILATIVAS
Pior ainda a situação das MONOGRAFIAS DE FINAL DE CURSO ADM/ FACC/ UFRJ, verdadeiros Projetos de Pseuda-Pesquisa (???), caracterizados por mera Reprodução Descritiva de Dados/ Compilação Internet, desprovida de qualquer Problematização/ Reflexão Científico-Epistemológica, razão pela qual deixaram de ser realizadas as Defesa/ Sustentação Oral Discente, regimentalmente obrigatórias, sob pena de Reprovação Coletiva, cuja citada ênfase burocrático/ descritiva/ compilativa nem mesmo possibilita gerar Debates Pedagógicos Instrutivos/ Polêmicos (Docentes/ Discentes), urgindo denunciar/ demandar ao MEC/ CRA/ CFA auditoria visando cassar a expedição de diplomas discentes irregulares (passado/ presente/ futuro), com ampla divulgação institucional (mídia; empresariado; opinião pública);
CENTRO ACADEMICO – FOCO DE ALIENAÇÃO POLÍTICO-GERENCIAL
EMPRESA JUNIOR AYRA – CASINHA DE BONECA ADMINISTRATIVA
O CAAD - Centro Acadêmico de Administração/ AYRA - Empresa Júnior, desprovido de interlocução científico-docente efetiva/ legítima/ pró-ativa/ intrapreneuring, dada a inexistência de debates eleitorais contraditórios/ polêmicos de propostas pedagógicas de ação alternativa, tem se transformado em “foco de alienação político-empresarial do alunado”, dada a ênfase numa perspectiva ético-deontológica (mistificada/ adocicada/ desinformada) das relações capitalistas de produção, assimiladas indevidamente a “locus privilegiado de cooperação/ fruição lúdica interpessoal”, visando empurrar para baixo do tapete o “pega pra capar retratados na mídia cotidiana” (Desde o clássico “Manifesto do Partido Comunista - Manifest der Kommunistischen Partei” - Karl Marx e Friedrich Engels - 21/02/1948, até o momentoso “Sofrimento no Trabalho” - Christophe Dejours).
VESTIBULAR DECOREBA
SELEÇÃO DE ALUNADO SUBMISSO-BUROCRÁTICO
Na verdade, grande parte do ALUNADO ADM/ FACC/ UFRJ jamais deveria ter sido aprovado no Vestibular de Universidade Pública Federal, financiada com recursos de impostos de população carente, se aqui houvesse Arguição Oral/ Redação Circunstanciada sobre Projeto de Vida Pessoal (Patricinha/ Mauricinho/ Cinderela/ Peter Pan??? ou Personalidade Histórica Sócio-Politicamente Orientada???), objeto de Proposta Substitutiva do PROF. LUÍS EDUARDO POTSCH ao PROJETO DE LEI/ SISTEMAS DE COTAS/ UNIVERSIDADES FEDERAIS, em tramitação no Congresso Nacional, já que é absolutamente inaceitável neste contexto o POSICIONAMENTO DE ALUNO CLIENTE/ CONSUMIDOR/ DESCOMPROMETIDO, típico das Faculdades/ Cursos Adestrativos Privados/ Balcões de Diplomação Burocrática, já que de nossos alunos egressos deve ser cobrado prioritariamente seu Efeito Multiplicador Pós-Formado em Benefício Coletivo-Global na sua Área de Expertise => “Novas Lideranças Empreendedoras Sócio-Politicamente Orientadas e não Diplomação Burocrática em si mesmo!”
MERCADO TRABALHO/ PROGRAMAS DE TRAINEES
PREVISÃO DE INEXORÁVEL SUB-EMPREGO FUTURO
Estatísticas sobre Mercado de Trabalho (IBGE/ IPEA/ HEAD HUNTERS/ MASS MIDIA) tem demonstrado a PERDA DE COMPETITIVIDADE DO GRADUADO EM ADMINISTRAÇÃO (ADM/ FACC/ UFRJ) no MERCADO DE TRABALHO DE CÚPULA DE GRANDES EMPRESAS (Revista Exame – Maiores & Melhores; Gazeta Mercantil – Balanço Anual; Istoé Dinheiro – 500 Maiores Empresas; Carta Capital – 500 Maiores Empresas; Conjuntura Econômica – Raking Empresarial Anual), quando comparado com GRADUADO EM ÁREA EMPRESARIAL FIM (Humanas; Tecnológicas; Biológicas; Artísticas), complementado com FORMAÇÃO GENERALISTA EM BUSINESS ADMINISTRATION. Veja-se os casos dos PROGRAMAS LÍDERES DE TRAINEE GERENCIAL (UNILEVER; PROCTER & GAMBLE; WALL MART; AMBEV/ INBEV; COKE; SOUZA CRUZ; MCKINSEY; BOOZ ALLEN & HAMILTON) que permitem egressos das mais diversas áreas universitárias, concorrer em igualdade de condições com o administrador, em relação aos mais diversos cargos gerenciais (Marketing/ Vendas/ Pesquisa de Mercado/ Gerencia de Produto; Logística/ Produção/ P&D; Finanças/ Informática/ RH), bastando para isso formação auto-didata (informal) em business administration, Em termos de ESTRATÉGIA COMPETITIVA DE CARREIRA PROFISSIONAL, o mais importante MERCADO DE TRABALHO para o ADM/ FACC/ UFRJ não é o pequeno/ restrito/ burocrático SEGMENTO REGULADO pelo CRA/ CFA (empresas estatais/ assessoria técnica oficial), mas sim o dinâmico/ atraente/ desafiante SEGMENTO PRIVADO/ NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS (Agropecuária/ Indústria/ Comércio/ Serviços; Nacionais/ Multinacionais/ Terceirização Estatal; Pequenas/ Médias/ Grandes Empresas).
OS ENSINAMENTOS DO MST- AULA MAGNA UFRJ-2008
DESAFIOS ÀS NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAS BRASILEIRAS
Bastaria ter assistido a AULA MAGNA UFRJ-2008 (Auditório do Roxinho – CCMN - 19/03/2008 – www.webtv.ufrj.br), quando o PRESIDENTE DO MST-MOVIMENTO DOS SEM TERRA (João Pedro Stédile), a convite do MAGNÍFICO REITOR ALOÍSIO TEIXEIRA, teve oportunidade de expor em detalhes o PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS MULTIDISCIPLINARES MST, desenvolvida através de PEDAGOGIA DIALÉTICA CONSTRUTIVISTA (Filosofia da Práxis) em REGIME DE IMERSÃO PSICO-COMPORTAMENTAL/ INTERCAMBIO UNIVERSIDADES BRASILEIRAS/ ESTRANGEIRAS, nos diversos ACAMPAMENTOS COMUNITÁRIOS, para se perceber os DESAFIOS EMERGENTES ÀS NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS, em termos de CAPACIDADE/ EXPERTISE PROFISSIONAL (Analítico-Reflexiva; Retórico-Contraditória; Habilidade de Articular/ Negociar/ Pactuar Interesses Divergentes), absolutamente em oposição ao PROJETO PEDAGÓGICO CORPORATIVISTA ADM/ FACC/ UFRJ => Diplomação de Alunos Burocratas/ Alienados/ Desinformados/ Mão de Obra Barata/ Sub-Empregados Emergentes.
FALTA DE EXPOSIÇÃO DO ALUNADO AO DEBATE POLÊMICO-ANTAGONICO
Ao invés de submeter/ expor o Alunado a Correntes de Pensamento Docente Divergentes/ Antagônicas/ Contundentes/ Hostis sobre Formação Educacional/ Perfil Profissional (Cartesiana/ Quantitativa; Ético-Humanista; Sistêmico-Gerencial; Administrativa-Funcional; Privado-Competitiva), visando permitir-lhe Desenvolver Anti-Corpos/ Musculatura Reflexiva/ Convicção Subjetiva Fundamentada/ Capacidade Contraditório-Argumentativa / Eloqüência Retórico-Convincente / Visão Holística, ADM/ FACC/ UFRJ, dado ênfase num PROJETO PEDAGÓGICO AUTORITÁRIO/ BUROCRÁTICO/ CORPORATIVISTA tem formado um ALUNADO CHAPA BRANCA/ UNI-DIMENSIONAL/ DESINFORMADO/ ALIENADO/ INCAPAZ DO AGIR COMUNICATIVO HABERMASIANO PRÓ-ATIVO EM CONTEXTOS ANTAGONICOS / HOSTIS/ POLÍTICO-CONFLITIVOS, que configura os DESAFIOS COTIDIANOS DAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS/ MUNDIAIS, absolutamente incompatível com ESTRATÉGIA DE AVESTRUZ (“Fechar os olhos/ ouvidos para não ver contextos hostis/ opostos”).
EM SÍNTESE PERORATIVA FINAL
Em função do acima exposto, reitera-se: S.O.S. ADM/ FACC/ UFRJ - AO INVÉS DE FORMAR NOVAS LIDERANÇAS EMPREENDEDORAS/ PRÓ-ATIVAS ESTÃO SENDO DIPLOMADOS ALUNOS BUROCRATAS/ ALIENADOS/ DESINFORMADOS DESTINADOS AO SUB-EMPREGO/ MÃO DE OBRA BARATA/ SEM CONDIÇÕES DE COMPETIR COM MBA’S MULTIDISCIPLINARES (HUMANAS/ TECNOLÓGICAS/ BIOMÉDICAS – SÉCULO XXI)!
QED – Quod erat demonstrandum,
PROF. DSc. LUÍS EDUARDO POTSCH
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ADM/FACC/ UFRJ – DÉCADA 1990
LIDER/ DESTACADO CENTRO FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS GENERALISTAS SOCIO-POLÍTICAMENTE ORIENTADAS À NÍVEL DE GRADUAÇÃO
(5 PROFESSORES FUNDADORES DA COPPEAD/ 2 CURSOS REGULARES CADA)


ADM/ FACC/ UFRJ – DÉCADA 1990
PROCESSO ELEITORAL POLEMICO-PARTICIPATIVO REGULAR
Na DÉCADA 1990, ADM/ FACC/ UFRJ adotou como PROJETO PEDAGÓGICO PRIORITÁRIO a FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS, traduzido no forte/ diferenciado/ heterodoxo PERFIL MULTIDISCIPLINAR DE COMPETITIVIDADE DISCENTE, focado no alto desempenho de seus egressos nos principais PROGRAMAS DE TRAINEE NACIONAIS/ MULTINACIONAIS, obtendo absoluta liderança quando comparado com seus diversos concorrentes estaduais/ nacionais. (Ex.: PROGRAMA DE TRAINEE UNILEVER/ SP – índices de aproveitamento superior a ADM/ FEA/ USP, EAESP/ FGV e COPPEAD/ UFRJ ao longo da Década de 1990).

ADM/FACC/UFRJ – DÉCADA 1990
PROCESSO ELEITORAL POLEMICO-PARTICIPATIVO REGULAR
Neste período, através de sucessivas/ disputadas/ acirradas ELEIÇÕES DIRETAS PEDAGÓGICO-DEPARTAMENTAIS, enriquecidos com DEBATES CONTRADITÓRIOS/ POLÊMICOS DE PROPOSTAS DE AÇÃO ALTERNATIVA (Administrativa x Pedagógica), envolvendo toda a COMUNIDADE UNIVERSITARIA ADM/ FACC/ UFRJ (Professores/ Alunos/ Funcionários), tivemos oportunidade de reiteradamente ver vencedor nosso PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (“Formação de Novas Lideranças Capitalistas Brasileiras Sócio-Politicamente Orientadas”), amplamente legitimado cientificamente por havermos conquistado à época duplamente o PREMIO FUJB/ CONCURSO DOCENTE/ UFRJ (“Propostas para uma Universidade no Terceiro Milênio: Desafios, Missão Histórica e Novos Paradigmas numa Perspectiva Planetária”; “O Elo Perdido dos Sistemas de Avaliação da Universidade Pública – Uma Incorreta Visão Reducionista de Educação Empreendedora”).

ADM/FACC/UFRJ – DÉCADA 1990
PARTICIPAÇÃO REGULAR DA ELITE DOCENTE DA COPPEAD/UFRJ
Durante toda essa DÉCADA DE 1990, ADM/ FACC/ UFRJ caracterizou-se por ser um CURSO DE GRADUAÇÃO lecionado ao NÍVEL DE EXCELENCIA (MBA), devido à transferência/ participação integral de 5 FUNDADORES DA COPPEAD (Profs. Nei Ottoni de Brito/ Moisés Swirski/ Ricardo Spinelli/ Marcus Villela/ Jorge Garcia), escalados pioneiramente pelo signatário para atuar, cada um deles, em 2 Disciplinas Obrigatórias Curriculares Semestrais (Programas Similares Mestrado/ MBA Coppead),, enfatizando PERSPECTIVA PEDAGÓGICA/ AVALIATIVA de REEDUCAÇÃO GLOBALIZADA DO ALUNADO, baseada na radical recusa do atual COMPORTAMENTO BUROCRÁTICO/ ALIENADO/ DESINFORMADO/ DESCOMPROMISSADO DISCENTE, o chamado “ALUNO CLIENTE/ CONSUMIDOR” típico de FACULDADES/ CURSOS PRIVADAS ADESTRATIVAS (“Senai de Terceiro Grau”)!
PROPOSTA DE AÇÃO ELEITORAL
PROF. DSc. LUÍS EDUARDO POTSCH
Eleições ADM/ FACC/ UFRJ – 2 e 3/12/2008 – Terça/ Quarta
(DES) COORDENAÇÃO CURSO ADM/ FACC/ UFRJ:
REVOLUÇÃO PEDAGÓGICA/ EPISTEMOLÓGICA IMEDIATA
ANTI-BUROCRÁTICO-CORPORATIVISTA-FEUDAL
PROJETO UNIVERSIDADE POPULAR
ABERTA DO III MILENIO
AUMENTAR O PODERIO DO DEPTO DE ADMINISTRAÇÃO NO PROCESSO DECISÓRIO COTIDIANO/ ELEITORAL DA UFRJ COMO UM TODO (REITORIA/ PRÓ-REITORIAS/ DECANIAS/ UNIDADES), ATRAVÉS DE TRANSFORMAÇÃO DE ADM/ FACC/ UFRJ NO MAIS ARROJADO LABORATÓRIO DE INOVAÇÕES PEDAGÓGICO-EPISTEMOLÓGICO/ RE-EDUCATIVAS BRASILEIRAS, COM AMPLA REPERCUSSÃO COTIDIANA NO MASS MIDIA/ POLÍTICAS EDUCACIONAIS (MEC/ CONGRESSO NACIONAL);
REVOLUCIONAR O TRADICIONALISMO BUROCRÁTICO DA COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO SOB A ÓTICA DE UM PROGRAMA PRÓ-ATIVO DE MONITORAMENTO PEDAGÓGICO => ASSISTIR AULAS COTIDIANAMENTE; QUESTIONAMENTOS DOCENTES CRÍTICO-EPISTEMOLÓGICOS; SUPERAÇÃO DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DISCENTE DECOREBA; IMPLANTAÇÃO DE PROVAS DEPARTAMENTAIS (ESCRITAS/ ORAIS) NAS DIVERSAS DISCIPLINAS (20% das Notas); RECUSA DE MONOGRAFIAS DE FINAL DE CURSO COM ENFASE BUROCRÁTICO-COMPILATIVAS; IMPLANTAÇÃO DE DEFESAS ORAIS PRECEDIDAS DE AUDITORIAS EPISTEMOLÓGICAS, ATRAVÉS DE AUDIENCIAS PÚBLICAS, COM PRESENÇA DE MASS MIDIA/ EMPRESAS/ FAMILIARES;
RECUSA RADICAL DE PROGRAMAS DE ESTÁGIO MÃO DE OBRA BARATA, ATRAVÉS DA IMEDIATA CONVOCAÇÃO DE DIRETORES EMPRESARIAS/ MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL/ MEC/ MASS MÍDIA/ PAIS E FAMILIARES, VISANDO COMUNICAR A IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS SÓCIO-POLÍTICAMENTE ORIENTADAS, ONDE O ESTAGIÁRIO ADM/ FACC/ UFRJ DEVE PARTICIPAR NECESSÁRIA/ PRÓ-ATIVAMENTE DO PROCESSO DECISÓRIO ESTRATÉGICO-GLOBAL EMPRESARIAL;
REFORMULAÇÃO DO VESTIBULAR/ UFRJ ATRAVÉS DE IMPLANTAÇÃO DE THE-TESTE DE HABILIDDE ESPECÍFICA PARA O CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO, VISANDO SELECIONAR APENAS ALUNOS COM GRANDE POTENCIAL/ VOCAÇÃO PARA LIDERANÇA POLITICO-GERENCIAL EMPREENDEDORA, VISANDO TRANSFORMAR ADM/ FACC/ UFRJ NO PRINCIPAL CENTRO DE FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS CAPITALISTAS EMPRESARAIS BRASILEIRAS, DOTADAS DE COMPETITIVIDADE GERENCIAL ECONOMICO-FINANCEIRA/ ÊNFASE SÓCIO-ANTROPOLÓGICA/ AMBIENTAL (ADM/ FACC/ UFRJ - Atualmente apenas 20%, do Corpo Discente possue efetiva Vocação/ Potencial Político Estratégico-Gerencial, à luz das análises de Vilfredo Pareto – 1848/1923);
IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMA GRATUITO DE MBA JUNIOR ABERTO A TODAS AS UNIDADES DA UFRJ (HUMANAS/ TECNOLÓGICAS/ BIOMÉDICAS), COM PROPOSTAS PARA INCLUSÃO DE DISCIPLINAS ESTRATÉGICO-GERENCIAIS (OBRIGATÓRIAS/ ELETIVAS) NOS DIVERSOS DE GRADUAÇÃO DA UFRJ, VISANDO A FORMAÇÃO DE NOVAS LIDERANÇAS MULTI-DISCIPLINARES BRASILEIRAS E CONSEQUENTE FORTALECIMENTO POLÍTICO-INSTITUCIONAL DE ADM/ FACC/ UFRJ VIABILIZADOR DA OBTENÇÃO DE RECURSOS (DOCENTES/ LOGÍSTICOS/ FINANCEIROS) NECESSÁRIOS ADICIONAIS;
CAPACITAR O CENTRO ACADEMICO (CAAD/ ADM/ UFRJ) A PARTICIPAR DE FORMA MAIS GLOBAL/ ASSERTIVA/ CONTUNDENTE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL BRASILEIRO (UNE/ UEE/ DCE) SEM MEDO DO PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO ESQUERDISTA DE SEREM MEROS CAPACHOS/ PAU MANDADOS/ SUBMISSOS DOS INTERESSES CAPITALISTAS DOMINANTES, ATRAVÉS DA ADOÇÃO/ SUSTENTAÇÃO DE NOVO POSICIONAMENTO DE LIDERANÇAS GERENCIAIS EMERGENTES SÓCIO-POLITICAMENTE ORIENTADAS, VISANDO A TRANSFORMAÇÃO ENDÓGENA DA REALIDADE BRASILEIRA (Vide Revista Caros Amigos Especial – Nº 26 – Outubro 2008 – Como a Esquerda Brasileira analisa a Direita Brasileira);
IMPEDIR QUE A EMPRESA JUNIOR AYRA CONTINUE ATUANDO COMO UM FOCO DE ALIENAÇÃO GERENCIAL, ONDE A LUTA DE PODER/ DINAMICA POLÍTICA/ HOSTILIDADE CAMUFLADA INTRÍNSECA ÀS RELAÇÕES CAPITALISTAS DE PRODUÇÃO SEJAM MISTIFICADAS SOB A ÓTICA DE PROJETOS ANTI-PEDAGÓGICOS DE CONSULTORIA GERENCIAL, BASEADOS NUMA LÓGICA DE RACIONALIDADE TÉCNICA-INSTRUMENTAL WEBERIANA, EM ABSOLUTO CONTRA MÃO HISTÓRICA DOS PRINCIPIOS DE INTRAPRENEURING (1- Vá cada dia ao trabalho pronto para ser demitido; 6- Trabalhe de forma sigilosa pelo maior tempo que puder – a publicidade aciona o mecanismo de reação a mudanças dentro da organização; 8- Lembre-se que é mais fácil pedir perdão depois, do que permissão antes - 10 Mandamentos do Intrapreneuring propostos por Gifford Pinchot III);
ENFATIZAR QUE NUMA UNIVERSIDADE PÚBLICO-FEDERAL O ALUNADO/ PROFESSORES SUBSTITUTOS DEVEM SER RE-EDUCADOS, DE MANEIRA COLEGIADA/ PARTICIPATIVA, VISANDO INTROJETAR MUDANÇAS PSICO-COMPORTAMENTAIS, AO INVÉS DO ATUAL POSICIONAMENTO DE MERO ADESTRAMENTO INFORMACIONAL DECOREBA, SOB A ÓTICA DA SATISFAÇÃO ALIENDA AO CLIENTE/ CONSUMIDOR, COMO É TÍPICO DAS FACULDADES PARTICULARES, CABENDO AOS PROFESSORES DE CARREIRA, SELECIONADOS ATRAVÉS DE CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TITULOS, E NÃO MERO DIDATISMO ALIENADO/ SUPERFICIAL INCONSEQUENTE, UM PAPEL DE GOVERNANÇA DOCENTE CIENTÍFICO-PEDAGÓGICA (Co-Responsabilidade Coletiva do Status Científico-Pedagógico Cotidiano), visando otimizar a AGREGAÇÃO DE VALOR DIDÁTICO-CIENTÍFICA a partir de suas EXPERTISES INTELECTIVAS/ NÃO BUROCRÁTICAS INTRÍNSECAS (Objeto Central das Palestras de Recepção de Recepção de Calouros);
ADOÇÃO DE SUI GENERIS PROGRAMA DE EXTENSÃO (UNIVERSIDADE POPULAR ABERTA DO III MILÊNIO), VOLTADO PARA OFERECIMENTO DE “MBA COMUNITÁRIO DE LIDERANÇAS POPULARES INTUITIVAS”, OFERECIDO EM CONVÊNIO COM AS MAIS DIFERENTES INSTITUIÇÕES POPULARES BRASILEIRAS (Sindicatos/ Associações de Moradores/ Favelas/ Presídios/ Igrejas Multi-Ecumênicas), PASSÍVEL DE AMPLO FINANCEIRO EXTERNO (Fontes de Fomento Governamental/ Privado Nacional/ Internacional), ARTICULADO COM AMPLO PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO TRANS-UNIVERSITÁRIA (JORNAL DE EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL – IMPRESSO; RTV; INTERNET);
DEFESA INTRANSIGENTE DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL CIENTÍFICO-UNIVERSITÁRIA, ASSOCIADO A PROGRAMA DOCENTE/ DISCENTE DE CAPACITAÇÃO RETÓRICO-ARGUMENTATIVA CONTRADITÓRIA EM CONTEXTOS DE AUDIENCIAS PÚBLICAS ACIRRADAS/ HOSTIS, ATRAVÉS DE AMPLA CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL (Poderes Executivo/ Legislativo/ Judiciário; Federal/ Estadual/ Municipal; Sociedade Civil/ Mass Midia/ Comunidade Universitária), DESTACANDO O PAPEL DO PROF. LUÍS EDUARDO POTSCH COMO EXEMPLO MÁXIMO PARA A POSTERIDADE HISTÓRICA, QUAL DISCIPULO BRASILEIRO DE NELSON MANDELA, ENQUANTO VÍTIMA INCONTESTE DAS TRUCULÊNCIAS/ ARBITRARIEDADES ACADEMICO-UNIVERSITÁRIAS E JURIDICO-PROCESSUAIS POR HAVER DENUNCIADO, ATRAVÉS DA VITORIOSA CAMPANHA DE RE-DEMOCRATIZAÇÃO DEPARTAMENTAL S.O.S. ADM/ FACC/ UFRJ AS PRÁTICAS CORPORVATIVO-BUROCRÁTICO SUSTENTADAS, DE LONGA DATA, PELO GRUPO/ DISCIPULOS DO PROF. ALBINO MEIRA DE VASCONCELLOS (Profª Clotilde Ramona Paez; Prof. Ângelo Maia Cister; Prof. Paulo Cesar Lopes Pereira).
PROF. DSc. LUÍS EDUARDO POTSCH
LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL
DIRETOR CIENTIFICO-PEDAGÓGICO
(ADM/ FACC/ UFRJ - LABEDUCEMP)